Questões de Vestibular e Enem de Geografia - O espaço geográfico brasileiro

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Questões de Vestibular e Enem de Geografia - O espaço geográfico brasileiro suburbanodigital.blogspot.com - 509 dias atrás


Questões de Geografia: Vestibular e Enem - O espaço geográfico brasileiro Assuntos -  Brasil: território, Estado e População. A indústria, a modernização do campo e a urbanização brasileira. O modelo de desenvolvimento e as desigualdades sociais no Brasil.

1. (PUC - PR/2002) Sobre o estado do Amapá, assinale a única afirmativa INCORRETA: a) Exporta manganês e castanha-do-pará. b) O rio Oiapoque é uma linha limítrofe do estado a oeste. c) Sua cobertura vegetal é a mais bem preservada do Brasil. d) É cortado pelo Trópico de Capricórnio na altura de Macapá. e) A pororoca no rio Araguari é um dos atrativos turísticos da região.
2. (UEL/2001) “O espaço brasileiro não é imenso só para os ufanistas retóricos. É, geograficamente, uma realidade imensa. É ecologicamente um conjunto de espaços que se contrapõem, com suas diferenças, completando-se, porém, no essencial de sua unidade, a qual, em síntese, é marcada por uma ecologia tropical. (FREYRE, G. In: FREYRE, G. e MELLO, F. de. Engenharia social e outros temas. Recife: Fundação Joaquim; E. Massangana, 1985. p. 6.)  Em relação ao tema, é correto afirmar: a) A unidade ecológica brasileira, citada por Freyre, corresponde à área da Floresta Atlântica, que se estende desde o Rio. Grande do Norte até o Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul. b) O espaço a que se refere Freyre, caracterizando o Brasil como um país tropical, está situado ao norte do Trópico de Capricórnio, ocupando a maior parte do território nacional. c) O espaço tropical brasileiro caracteriza-se por um clima no qual a temperatura média anual é superior a 30°C, e o total de precipitação é inferior a 800 mm por ano. d) O espaço tropical brasileiro caracteriza-se por um relevo constituído predominantemente de planícies, como a da Amazônia. e) O verdadeiro “Brasil tropical” está restrito ao litoral nordestino, embora essa expressão seja comumente atribuída a todo o território nacional.
3. (UFAC/2003) Considere os seguintes textos sobre os grandes ecossistemas brasileiros.  Texto 1: ............. é o grande ecossistema mais bem protegido. Cerca de 1% do seu território consiste em Unidades de Conservação. Dispõe de 85% de áreas naturais remanescentes. O desmatamento, em geral, está associado à expansão da fronteira agrícola, ao manejo de pastagens e ao corte seletivo de madeira. 
Texto 2: .............é um dos ecossistemas mais extenso do Brasil. Originalmente ocupava cerca de 25% do território brasileiro. Sua vegetação está associada ao clima tropical e à formação de pequenas árvores e arbustos em seu estrato superior e uma vegetação rala e rasteira composta por gramíneas em seu estrato inferior. Foi declarado “Sítio do Patrimônio Mundial”, pela Unesco, em 13 de dezembro de 2001. 
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas dos textos 1 e 2, respectivamente.  a) A Amazônia – A Mata Atlântica  b) A Amazônia – A Caatinga  c) O Cerrado – O Pantanal  d) A Amazônia – O Cerrado  e) A Mata Atlântica – O Pantanal
4. (UEL/2004) No Brasil existem seis domínios morfoclimáticos com características bem definidas: Amazônico, Cerrado, Mares de Morros, Caatinga, Araucária e Pradarias. Atualmente, cada um deles possui problemas ambientais, em grande parte decorrentes das ações antrópicas. Assinale a alternativa que faz a correspondência correta entre domínio morfoclimático e seus problemas ambientais atuais mais expressivos. a) Pradarias: destruição das florestas latifoliadas nativas, decorrente da intensa exploração ilegal de madeira nobre, perda da fertilidade do solo em função da diminuição da produção de matéria orgânica florestal, chuva ácida, aumento da acidez do solo, poluição e esgotamento dos recursos hídricos por atividades industriais.  b) Mares de Morros: destruição de florestas de galerias para implantação da rizicultura nos vales fluviais, derrubada e extermínio da floresta latifoliada equatorial, em decorrência da exploração madeireira para exportação, aumento progressivo do processo de desertificação decorrente das atividades industriais, intensificação dos processos de salinização do solo.  c) Cerrado: chuva ácida, contaminação do solo e dos recursos hídricos decorrentes de processos de extração de petróleo, extinção da fauna remanescente da floresta latifoliada, empobrecimento dos solos decorrente de intenso processo de lixiviação, desmatamentos e derrubada indiscriminada de florestas tropicais.  d) Caatinga: contaminação do solo e da água por atividade industrial, compactação e conseqüente impermeabilização do solo decorrente da prática de agricultura mecanizada pesada, intensa perda de solo por processos de erosão pluvial e fluvial e diminuição de sua fertilidade em função de processos naturais de lixiviação.  e) Domínio Amazônico: contaminação do solo e da água por atividades de garimpo e mineração, poluição do ar e da água por atividade industrial, exploração indiscriminada de madeira proveniente de vegetação nativa, ameaça e extinção de espécies silvestres, aumento de processos erosivos e perda da fertilidade do solo decorrentes da derrubada da floresta.
5. (PUC-SP/2000) Quando da fundação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos anos 40 do nosso século, entre suas missões encontrava-se a de produzir mapeamentos oficiais do país que delimitassem, com rigor, as fronteiras entre os estados. Depoimentos dos profissionais em exercício, na época, dão conta que expedições saídas do Rio de Janeiro - cujo destino seria o coração do Centro-Oeste (fronteira entre o Maranhão e o atual Tocantins) - só atingiram seu objetivo após mais de um mês de viagem árdua. Assinale a alternativa correta. a) Até os anos 40, o território brasileiro era desintegrado, com baixo número de ligações por terra e por telefone. Mas, de modo geral, esse era um dado comum a todos os outros países.  b) Após os anos 40, o território brasileiro é integrado, com a construção de grandes estradas de rodagem e ferroviárias, a partir de investimentos de capitais privados e estrangeiros.  c) Apesar da desintegração territorial do Brasil, antes dos anos 40, o governo federal conseguia fazer chegar suas influências, ações e ordens em quase todos os pontos do território.  d) O processo de integração territorial, no Brasil, se dará após os anos 40, a partir de ações do Estado nacional, que investiu maciçamente em estradas de rodagem e telecomunicações.  e) As consequências da integração territorial do país, após os anos 40, restringem-se praticamente à área econômica, em especial, no que tange à construção de um mercado nacional.
6. (Mackenzie/2004) Segundo o Greenpeace, hoje, o desmatamento da Amazônia chega a 16% dos 4 milhões de km² da área total coberta por florestas. O processo de desflorestamento em grande escala iniciou-se entre o final dos anos 60 e o início dos anos 70, período em que se instituiu a política “Integrar para não Entregar”, em que se desenvolveram projetos sem um adequado estudo do potencial socioeconômico do país. Um dos objetivos propostos para a integração da Amazônia era:  a) transformar esse espaço geográfico na Nova Fronteira Agrícola do país, incentivando o cultivo de cereais para a auto-suficiência nacional.  b) desviar o eixo de migração interna, que até então se orientava para os grandes centros urbanos, construindo rodovias intra e inter-regionais.  c) explorar o grande potencial hidráulico da região, para abastecer as diversas áreas metropolitanas do Norte e Centro-Oeste do país.  d) regularizar a estrutura fundiária da região, para que os novos assentamentos passassem a adotar o conceito de desenvolvimento agroecológico.  e) estimular as atividades extrativas vegetais, que, na época, apresentavam alto valor econômico, para aumentar o superávit da balança comercial.
7. (UERJ/2004) O avanço da produção de soja na Amazônia Legal tem levado a um significativo aumento dos problemas ambientais. Por outro lado, seu cultivo vem contribuindo para a incorporação de vastas áreas ao espaço econômico nacional. Essa expansão ocorreu sobretudo em ecossistemas originalmente adversos ao plantio da soja, como o cerrado e, mais recentemente, a floresta equatorial. Dentre os fatores que viabilizaram este processo de expansão podemos citar:  a) declínio da produção em outras áreas do país e redução do protecionismo norte-americano  b) aplicação de políticas de estímulo ao pequeno proprietário e manutenção de mão-de-obra barata  c) investimento em pesquisas na área de biotecnologia e crescente demanda no mercado internacional  d) existência de uma boa rede de transporte e estabelecimento de acordos de livre comércio com a União Européia
8. (UFRN/2004) O Brasil possui a maior reserva mundial de recursos hídricos do mundo, em razão de estar localizada, em seu território, uma das maiores redes hidrográficas do planeta. Entretanto, a escassez de água poderá vir a ser um dos grandes problemas nacionais em decorrência do: a) assoreamento dos rios, em virtude das constantes irregularidades das precipitações pluviométricas.  b) processo intensivo de represamento das bacias, em função da agricultura irrigada.  c) uso intensivo dos recursos hídricos, associado ao desperdício e à poluição.  d) uso predatório da água, devido ao crescimento das atividades comerciais e de serviços.
9. (UFPR) Sobre a estrutura etária da população, é correto afirmar que:  01. Nos países industrializados europeus, tanto a taxa de natalidade quanto a de mortalidade são muito baixas, e a diferença entre elas é muito pequena, até mesmo nula.  02. Os países desenvolvidos mais recentemente, como Austrália e Japão, apresentam altas taxas de natalidade e alto crescimento vegetativo.  04. Suécia, Reino Unido e França são países onde se registra elevada expectativa de vida.  08. A maioria dos países subdesenvolvidos não industrializados apresenta elevadas taxas de natalidade e de mortalidade, com elevado crescimento vegetativo.  16. Nos países subdesenvolvidos que iniciaram um processo de industrialização após a Segunda Guerra Mundial, verificaram-se, entre 1950 e 1970, baixas taxas de natalidade e de mortalidade.
10. (UFPR 2001) “O meu pai era paulista / meu avô,  pernambucano / o meu bisavô, mineiro / meu  tataravô, baiano / vou na estrada. Há muitos  anos sou um artista brasileiro.”  (Holanda, F.B. Para Todos. In: CD Para Todos. BMG Ariola Discos LTDA. 1993) Os versos da canção do compositor e músico Francisco Buarque de Holanda, conhecido como Chico Buarque, retratam as diferentes origens de quatro gerações de sua família. Esta diversidade exemplifica um dos muitos processos que contribuem para a formação do povo brasileiro. Sobre o tema, é correto afirmar:
01 Os versos de Chico Buarque são um testemunho poético da mobilidade populacional do povo brasileiro. 02 As emigrações não alteraram a composição étnica brasileira. 04 A mistura de povos de diferentes etnias contribui para o conflito linguístico existente no Brasil. 08 Desde a última década que não ocorre miscigenação porque cessaram os movimentos migratórios intrarregionais. 16 Uma das razões da mobilidade populacional está na diferença de desenvolvimento econômico existente entre as várias regiões do País.
11. (ENEM/2002) Em reportagem sobre crescimento da população brasileira, uma revista de divulgação científica publicou tabela com a participação relativa de grupos etários na população brasileira, no período de 1970 a 2050 (projeção), em três faixas de idade: abaixo de 15 anos; entre 15 e 65 anos; e acima de 65 anos. Admitindo-se que o título da reportagem se refira ao grupo etário cuja população cresceu sempre, ao longo do período registrado, um título adequado poderia ser:  a) “O Brasil de fraldas”.  b) “Brasil: ainda um país de adolescentes”.  c) “O Brasil chega à idade adulta”.  d) “O Brasil troca a escola pela fábrica”.  e) “O Brasil de cabelos brancos”.
12. (UFC/2003) No Brasil, os índices de natalidade e de mortalidade diminuíram nos últimos 30 anos. Aponte dois motivos para a redução dos índices de: a) natalidade. b) mortalidade.
13. (UNICAMP/2003) A construção da rede urbana brasileira obedeceu durante quatro séculos ao ritmo lento da exploração do território vasto, sempre em condições de baixa densidade. Ao final do século XIX muda o ritmo da urbanização. (Adaptado de Jorge Wilheim. “Metrópoles e faroeste no século XXI” in: Ignacy Sachs et alii. (orgs), Brasil: um século de transformações. São Paulo, Companhia das Letras, 2001, p. 476.) a) Explicite um dos motivos para a aceleração da urbanização no Brasil a partir do século XIX.  b) Cite duas características recentes da rede urbana brasileira. c) O dinamismo da rede urbana brasileira dá-se principalmente por agregação de fluxos migratórios. As pessoas migram visando melhorar o padrão de vida. No entanto, tal expectativa vem sendo frustrada no Brasil. Cite duas conseqüências dessa situação no cenário urbano do país.
14. (UESPI/2004) O êxodo rural, no Brasil, foi mais acentuado entre as décadas de 50 e 80 do século XX. Esse foi um período em que: O êxodo rural, no Brasil, foi mais acentuado entre as décadas de 50 e 80 do século XX. Esse foi um período em que:  a) as migrações pendulares diminuíram, sobretudo nos grandes centros urbanos da Região Sudeste.  b) as maiores metrópoles brasileiras atuaram como pólos de atração populacional.  c) as atividades agrícolas no Centro-Oeste e no Nordeste do país foram intensificadas, fixando o homem ao campo.  d) diminuiu o processo de favelização das áreas urbanas brasileiras.  e) as migrações, no país, passaram a ser predominantemente do tipo sazonais.
15. (UFRGS/2003) Uma característica do processo de urbanização brasileiro é a formação de grandes aglomerados urbanos em detrimento da formação de cidades de porte médio. Disso resultam problemas ambientais, como o tratamento do lixo, ou sociais, como o transporte coletivo, que vão além dos limites municipais. O “encontro” entre duas cidades, resul­tado do crescimento horizontal, denomina-se  a) megalópole.  b) metrópole.  c) conurbação.  d) cidades gêmeas.  e) grandes cidades.
16. (UFSC/2003) “O Brasil se caracteriza por ter um território muito extenso, marcado por uma enorme diversidade de condições naturais, cujo uso, através dos séculos levou à produção, sempre renovada, de diversificações sócio-espaciais”. Milton Santos. Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Diretoria de Geociências. Atlas Nacional do Brasil. 3. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2000. Considere a afirmação de Milton Santos e os seus conhecimentos a respeito do tema e assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).  01. A enorme diversidade das condições naturais acima citadas é responsável pelas especificidades das regiões no Brasil, enquanto que as tensões internacionais a que está submetido o país não interferem na sua organização sócio-espacial.  02. Aproximadamente os últimos 50 anos de vida da nação brasileira mostraram, além da urbanização do interior do país, a difusão da modernidade, paralelamente aos esforços de integração do território e do mercado interno.  04. Os sucessivos meios técnicos, criados e introduzidos a partir de 1850, provocaram uma mecanização generalizada e mantiveram no território brasileiro um conjunto de “ilhas econômicas”, voltadas para o atendimento da demanda nacional.  08. O Brasil de hoje é fruto dos avanços da ciência, da técnica e da informação que criaram as condições para uma maior especialização do trabalho em alguns pontos do território, para a valorização de áreas periféricas e para a remodelação de regiões ocupadas.  16. A fisionomia atual do espaço geográfico brasileiro é resultado de ações humanas, relativas às últimas décadas, que destruíram todos os vestígios das heranças dos séculos anteriores, materializadas em diferentes regiões do território nacional.  32. Os primeiros três séculos e meio de existência do país caracterizaram-se por uma ocupação e um povoamento do território brasileiro cujos ritmos eram ditados, principalmente, pelas condições naturais.
17. (UERJ/2004) Nos anos 90, o Brasil passou a incorporar uma pauta de problemas sociais característicos do mundo do trabalho no cenário do capitalismo mundial e que são impostos pela nova ofensiva do capital na produção. (ALVES, G. O novo (e precário) mundo do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2000.)  Um desses principais problemas sociais que caracterizam o atual mercado de trabalho brasileiro é: a) ampliação do desemprego estrutural  b) redução dos processos de terceirização  c) diminuição da qualificação profissional  d) elevação da ocupação no setor primário
18. (UFRGS/2002) Sobre a agricultura brasileira são feitas as seguintes afirmações.  I - A mecanização da agricultura é uma das manifestações da modernização agrícola, e trouxe consigo o êxodo rural.  II - A estrutura fundiária brasileira mantém-se excludente, na medida em que privilegia o grande capital e as culturas de exportação, em detrimento da agricultura familiar.  III - A reforma agrária é atualmente uma das grandes questões sociais e políticas do Brasil, congregando vários setores da sociedade e partidos políticos. Quais estão corretas? a) Apenas I.  b) Apenas II.  c) Apenas III.  d) Apenas I e II.  e) I, II e III.
19. (ENEM 1999) “Viam-se de cima as casas acavaladas umas pelas outras, formando ruas, contornando praças. As chaminés principiavam a fumar; deslizavam as carrocinhas multicores dos padeiros; as vacas de leite caminhavam com o seu passo vagaroso, parando à porta dos fregueses, tilintando o chocalho; os quiosques vendiam café a homens de jaqueta e chapéu desabado; cruzavam-se na rua os libertinos retardios com os operários que se levantavam para a obrigação; ouvia-se o ruído estalado dos carros de água, o rodar monótono dos bondes.” AZEVEDO, Aluísio de. Casa de Pensão. São Paulo: Martins, 1973 O trecho, retirado de romance escrito em 1884, descreve o cotidiano de uma cidade, no seguinte contexto:  a) a convivência entre elementos de uma economia agrária e os de uma economia industrial indicam o início da industrialização no Brasil, no século XIX.  b) desde o século XVIII, a principal atividade da economia brasileira era industrial, como se observa no cotidiano descrito.  c) apesar de a industrialização ter-se iniciado no século XIX, ela continuou a ser uma atividade pouco desenvolvida no Brasil.  d) apesar da industrialização, muitos operários levantavam cedo, porque iam diariamente para o campo desenvolver atividades rurais.  e) a vida urbana, caracterizada pelo cotidiano apresentado no texto, ignora a industrialização existente na época.
20. (UFMG/2004) O coronel e o lobisomem, romance regional, aborda, com rara felicidade, o mundo agrário de uma região brasileira em um dado momento histórico. Muitas das características desse mundo são encontradas, ainda hoje, em grande parte do Brasil. Leia estes trechos selecionados do livro: • “Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas, gado do mais gordo, pasto do mais fino.” (p. 7)  • “... Francisquinha, negra de confiança, vinda dos tempos apagados do meu avô rapazola.[...] A velha sabia dar ordem na cozinha, governar sala e saleta. Morava no meio de um bando de negrinhas e afilhadas.” (p. 9) • “Era riqueza de avantajado porte, não só em terras como em benfeitorias e dinheiros. Diante de tanta escritura lavrada e papéis de valia, torci a barba e medi sala em passo militar.” (p. 17)  • “Tomei respeito, não só pela herança de boi e pasto, como pela patente de coronel que em seguimento recebi.” (p. 18)  • “Simpatizei com ele, com o seu modo cerimonioso de tratar as partes. Era coronel para lá, coronel para cá.” (p. 20)  • “Veio render sua vassalagem assim que viu este coronel...” (p. 34)  • “Subi demais. No dobrar do primeiro ano de compra e venda eu tinha sacudido pela orelha as rotinas do comércio. Era quem mais queria falar comigo e muito nababo do açúcar tomou suadouro de cadeira na saleta de Fontainha.” (p. 205)  CARVALHO, José Cândido de. O coronel e o lobisomem. 46. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000. Com base na leitura desses trechos do livro e tendo em vista a situação atual do país, COMPARE:  A) a estrutura fundiária do Brasil que transparece no romance e a atual.  B) a estrutura social no meio rural retratada no livro, embora romanceada, e a vigente, hoje, no País.
21. (FUVEST/2003) Justifique a seguinte afirmação: “A questão fundiária no Brasil encontra suas origens no passado e não na falta de terras”.
22. (UEL/2004) Cotidianamente, seções de classificados em jornais e placas afixadas em imóveis urbanos ofertam moradias para venda ou locação. No entanto, o problema da moradia no Brasil ainda exige solução. Sobre o tema, é correto afirmar:  a) O problema de moradia nas cidades brasileiras funda-se na procura que é maior que a oferta, ocasionando aumento no preço dos imóveis.  b) Como em qualquer sociedade pós-moderna, o ritmo da construção de casas é lento em relação à demanda por compra e locação, ocasionando o problema de moradia.  c) A alta densidade populacional das cidades, os baixos salários da maioria da população e a apropriação do solo como mercadoria dificultam o acesso à moradia.  d) O problema da moradia no Brasil foi equacionado e um dos fatos que comprovam tal afirmação é a permanente oferta deste bem para as diferentes classes sociais.  e) O problema da moradia no Brasil é insolúvel, pois oferta e demanda estão espacializadas em diferentes lugares.
23. (ENEM/1999) Uma pesquisadora francesa produziu o seguinte texto para caracterizar nosso país: O Brasil, quinto país do mundo em extensão territorial, é o mais vasto do hemisfério Sul. Ele faz parte essencialmente do mundo tropical, à exceção de seus estados mais meridionais, ao sul de São Paulo. O Brasil dispõe de vastos territórios subpovoados, como o da Amazônia, conhece também um crescimento urbano extremamente rápido, índices de pobreza que não diminuem e uma das sociedades mais desiguais do mundo. Qualificado de “terra de contrastes”, o Brasil é um país moderno do Terceiro Mundo, com todas as contradições que isso tem por conseqüência. ([Adaptado de] DROULERS, Martine. Dictionnaire geopolitique des états. Organizado por Yves Lacoste. Paris: Éditions Flamarion, 1995) O Brasil é qualificado como uma “terra de contrastes” por:  a) fazer parte do mundo tropical, mas ter um crescimento urbano semelhante ao dos países temperados.  b) não conseguir evitar seu rápido crescimento urbano, por ser um país com grande extensão de fronteiras terrestres e de costa.  c) possuir grandes diferenças sociais e regionais e ser considerado um país moderno do Terceiro Mundo.  d) possuir vastos territórios subpovoados, apesar de não ter recursos econômicos e tecnológicos para explorá-los.  e) ter elevados índices de pobreza, por ser um país com grande extensão territorial e predomínio de atividades rurais.
24. (UEL/2002) Assinale a alternativa que descreve corretamente as características assumidas pela rede urbana e pelas relações cidade-campo nos países que, como o Brasil, lograram fazer a transição da sociedade agrícola para a sociedade urbano industrial, embora sem superar a heterogeneidade econômica e social herdada do processo de colonização.  a) No Brasil, as relações cidade-campo assumem a forma de exploração do meio rural pelas grandes cidades, o que explica porque o campo se caracteriza pelo atraso sócio-econômico, enquanto as cidades apresentam -se como espaços de modernidade.  b) No Brasil, a subordinação do campo em relação à cidade se dá na medida em que o campo funciona como fornecedor de mão-de-obra e alimentos para os mercados urbanos, é um importante gerador de exportações (necessárias para financiar as importações de petróleo e maquinário) e constitui o mercado de várias indústrias, como as de produção de adubos, fertilizantes, etc.  c) A orientação exportadora do setor agropecuário brasileiro, herdada do período colonial, impede uma integração efetiva entre campo e cidade, na medida em que é pequena a participação desse setor no abastecimento do mercado nacional.  d) A rede urbana brasileira apresenta um número reduzido de grandes metrópoles articuladas diretamente às pequenas cidades, sem haver um extrato significativo de cidades médias entre esses dois níveis hierárquicos. e) Em países de passado colonial, a rede urbana não chega a se estruturar nos mesmos moldes em que isso ocorre nos países industrializados, pois as grandes metrópoles continuam mantendo laços mais intensos com o exterior do que com as demais cidades do próprio país.
25. (FUVEST/2004) “Evidentemente que hoje a reforma agrária que sonhamos não é mais a reforma agrária clássica capitalista (...). Hoje, o desenvolvimento das forças produtivas na agricultura e na sociedade e o modelo agrícola que foi adotado exigem o que chamamos de reforma agrária de novo tipo (...) em que não é mais suficiente apenas dividir a terra, lotear em parcelas e botar o pobre em cima e que se vire. Cinqüenta anos atrás, ele se viraria, mas hoje não consegue mais”. João Pedro Stedile, um dos coordenadores nacionais do MST. Entrevista à revista Caros Amigos, n. 18, p. 05, Set 2003. Caracterize essa “reforma agrária de novo tipo” a que o texto se refere.
26. (ENEM/2002) Good-bye . Não é mais boa noite, nem bom dia Só se fala good morning, good night  Já se desprezou o lampião de querosene  Lá no morro só se usa a luz da Light Oh yes!.  A marchinha Good-bye, composta por Assis Valente há cerca de 50 anos, refere-se ao ambiente das favelas dos morros cariocas. A estrofe citada mostra  a) como a questão do racionamento da energia elétrica, bem como a da penetração dos anglicismos no vocabulário brasileiro, iniciaram-se em meados do século passado.  b) como a modernidade, associada simbolicamente à eletrificação e ao uso de anglicismos, atingia toda a população brasileira, mas também como, a despeito disso, persistia a desigualdade social.  c) como as populações excluídas se apropriavam aos poucos de elementos de modernidade, saindo de uma situação de exclusão social, o que é sugerido pelo título da música.  d) os resultados benéficos da política de boa vizinhança norte-americana, que permitia aos poucos que o Brasil se inserisse numa cultura e economia globalizadas.  e) o desprezo do compositor pela cultura e pelas condições de vida atrasadas características do "morro", isto é, dos bairros pobres da cidade do Rio de Janeiro.
27. (FGV/2000) A análise da distribuição geográfica das indústrias no Brasil permite afirmar que:  a) as indústrias de transformação estão localizadas, em sua quase totalidade, nas áreas urbanizadas.  b) as indústrias de bens de consumo duráveis estão concentradas nas regiões metropolitanas.  c) a tendência na concentração geográfica da indústria continua indicando o município de São Paulo, comparativamente, como o de maior índice de crescimento industrial.  d) nos últimos anos, não houve mudanças na tendência da distribuição geográfica das indústrias no país.  e) a Região Nordeste, dentro da atual política econômica, foi a que não se beneficiou com a instalação de novas indústrias de transformação.
28. (UEL/2001) A análise da distribuição geográfica das indústrias no Brasil permite afirmar que:  a) as indústrias de transformação estão localizadas, em sua quase totalidade, nas áreas urbanizadas.  b) as indústrias de bens de consumo duráveis estão concentradas nas regiões metropolitanas.  c) a tendência na concentração geográfica da indústria continua indicando o município de São Paulo, comparativamente, como o de maior índice de crescimento industrial.  d) nos últimos anos, não houve mudanças na tendência da distribuição geográfica das indústrias no país.  e) a Região Nordeste, dentro da atual política econômica, foi a que não se beneficiou com a instalação de novas indústrias de transformação.
29. (PUC-PR/2002)  Em relação à agricultura brasileira, é CORRETO afirmar que:  a) a política fundiária nos últimos anos, embora não tendo conseguido garantir terra para todos, eliminou a figura do grileiro e do posseiro  b) os melhores solos e as maiores inversões de capitais na agricultura estão voltados para o cultivo de subsistência, principalmente no centro-sul do País  c) a produção agrícola gera divisas suficientes para financiar a expansão industrial  d) os pequenos proprietários de terra, embora possuindo áreas extremamente pequenas, são responsáveis pela produção de gêneros destinados à exportação, como soja e café  e) persiste um elevado padrão de concentração da propriedade da terra
30. (PUC-PR/2002) As alternativas seguintes descrevem características de personagens da estrutura agrária brasileira. Assinale a correta. a)Posseiro: pessoa que se apropria ilegalmente de terras e apresenta título falsificado de propriedade. b)Gato: trabalhador organizado em busca de acesso à terra.  c)Latifundiário: proprietário de grandes extensões de terras.  d)Sem terra: trabalhador rural que tem posse da terra, mas não o documento de propriedade da terra. e)Grileiro: pessoa que contrata trabalhadores braçais como mão-de-obra para as fazendas ou projetos agropecuários.
Gabarito/Respostas:
1. D 2. B 3. B 4. E 5. D 6. B 7. C 8. C 9. Soma = 13 (01, 04 e 08) 10. Soma = 17 (01 e 16) 11. E
12. Solução comentada -  Baixe e veja(nº08)  A) Os índices de natalidade vêm diminuindo em decorrência de vários fatores: a urbanização e a disseminação do uso de anticoncepcionais; o maior acesso aos meios de comunicação nas diversas camadas sociais; a maior participação da mulher no mercado de trabalho; o aumento do custo dos filhos na cidade e o aumento da média de idade das pessoas que se casam, principalmente, nos centros urbanos.  B) Sobre a diminuição dos índices de mortalidade, entre outros fatores, destacam-se: a melhoria das condições sanitárias e higiênicas, com a expansão das redes de esgoto e água encanada, principalmente, nas áreas urbanas; a disseminação do uso de sulfas, antibióticos e inseticidas, possibilitando o controle de grande número de enfermidades, e a vacinação em massa da população contra doenças, como, por exemplo, varíola, tifo, febre amarela, etc.
13.  a) Chegada de imigrantes estrangeiros; incipiente industrialização; economia cafeeira, vinculada à implantação de ferrovias, gerando atividades urbanas. b) Embora marcada por um número considerável de grandes cidades e metrópoles, a rede urbana brasileira não é muito desenvolvida, comparada com alguns países desenvolvidos; - apresenta fortes disparidades regionais; - não é muito densa no geral (número de cidades por área); - é marcada por acentuadas descontinuidades espaciais (“vazios”); - está havendo intensificação nas relações entre centros urbanos (comunicações, transportes, trocas comerciais); - há uma certa fraqueza hierárquica (nem sempre são encontrados os diferentes níveis hierárquicos -metrópoles, centros regionais, centros locais etc); - está havendo conurbação. OUTRAS POSSIBILIDADES: mais marcantemente adensadas nas áreas metropolitanas; cidades do interior experimentam uma maior crescimento que as regiões metropolitanas.  c) Crescimento da violência, abandono dos espaços públicos (“áreas perigosas”), crescimento do crime organizado, narcotráfico, aumento de desemprego, péssimas condições de vida e de moradia, subemprego, doenças ou problemas de saúde pelas péssimas condições de vida, favelamento, precariedade de infra-estrutura e de condições sanitárias.
14. B 15. C 16. Soma = 37 (02, 08 e 32) 17. D 18. E 19. A 20.  a) O romance descreve a tradicional concentração fundiária, desde o início da colonização, predominantemente no Nordeste brasileiro. O que se observa nos dias atuais é um pequeno avanço em relação ao período descrito, permanecendo a estrutura de concentração que sustenta os conflitos fundiários. b) A época descrita no livro retrata as relações de trabalho do final dos anos 30, com a presença dominante do coronel e a praticamente servidão dos agregados. Nos dias atuais, o coronelismo está praticamente extinto, não significando, porém, mudanças sociais drásticas nas relações existentes entre a elite dominante e demais classes sociais.
21. "Uma das questões mais graves que se observa na área rural brasileira refere-se à extrema concentração de terras em mãos de poucos proprietários, o que, por sua vez, implica um grande número de trabalhadores rurais sem acesso a essa propriedade. Tal estrutura é a principal causa do grande número de conflitos pela posse da terra e da intensificação de movimentos de ocupação de terras consideradas improdutivas. A origem desse problema, no entanto, não está na falta de terras, pois, segundo dados do Atlas Fundiário do Brasil, publicado pelo IBGE em 1996, 71,4% de todo o nosso território corresponde a áreas de matas ou de terras não aproveitadas, significando, assim, que o espaço efetivamente ocupado pelas atividades agrárias equivale a 28,6% da área do país. A explicação para a grande concentração fundiária remonta ao processo de ocupação colonial das terras brasileiras, iniciado nos primeiros anos do século XVI. O governo português, objetivando facilitar a ocupação das novas terras, bem como intensificar sua exploração econômica, desenvolveu um sistema de doação de grandes áreas da colônia a pessoas de sua confiança — as capitanias hereditárias. Esses grandes proprietários (os donatários), por sua vez, repartiam suas capitanias em propriedades menores (mas ainda assim muito grandes), denominadas sesmarias. A implantação de uma estrutura fundiária baseada em imensas propriedades orientou toda a história brasileira por séculos e deixou como herança a persistência dos latifúndios em praticamente todas as regiões brasileiras. Segundo o IBGE, as grandes propriedades representam atualmente apenas 2,8% do conjunto das propriedades, mas são tão grandes que ocupam 56,7% da área total dos imóveis rurais. Assim, evidencia-se a má distribuição das terras em nosso país, com uma das maiores taxas de concentração fundiária do globo". (Anglo Resolve)
22. C 23. C 24. B
25. O que se denomina no texto de “reforma agrária de novo tipo” é a perspectiva de uma nova forma de distribuição das propriedades rurais, que atenda a três grandes objetivos. O primeiro é o de satisfazer as necessidades sociais básicas do homem do campo, como alimentação, habitação, saúde e educação. O segundo é o de solucionar parte dos problemas econômicos do agricultor, permitindo sua evolução para uma melhor situação de bem-estar. O terceiro é o de inserir essa nova área produtora no contexto da economia nacional, a fim de aumentar a produção agrícola e a renda regional, gerando um dinamismo que se distribua por toda a comunidade. Para que tal modificação se concretize, é preciso que, além de se dividir a terra, loteá-la em parcelas e instalar o agricultor para cultivá-la, implante-se também uma política de efetivo apoio à pequena e média agricultura. Para isso, é necessária a adoção de numerosas medidas, como, por exemplo: criação de um sistema de crédito agrícola específico para esse segmento, instalação de infraestrutura de escoamento rápido até os principais mercados consumidores da região, adequado sistema de armazenamento para equilibrar a distribuição nos períodos de entressafra e implementação de um sistema de acesso universal às novas tecnologias envolvidas com a produção agrícola. Dessa forma, a reforma agrária poderá realmente ser um elemento de transformação do campo, constituindo-se num novo modelo de se fazer agricultura no país, eficiente social, política e economicamente.
26. B 27. A 28. A 29. E 30. A

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